O primeiro foi exalando desejo, sinuoso nos lábios.
Encurvando-se na malícia
Desafiamos a delícia, o aconchego predominou
Dominei de leve o teu instinto
Encabulei o teu olhar, sua pele clara avermelhando-se
Nos caracóis caracus café no bar e gargalhada
O sexo-sangue nos quadros
Interpretando o objeto mulher
Sentimentalizando o pop
Na sentinela do seu sorriso
Eu nunca me entreguei para alguém desse jeito
Por mais sutil que possa parecer
Não quero sentir vc triste
Não porque eu não goste da tristeza, mas porque é vc
Porque suas mão são almofadinhas
Que descanso meus defeitos, minhas conjurações, sofrimentos
E porque são suas mãos
Eu nunca sofri tão bem assim
Não me leve a mal
Não quero ser materialista/egoísta
Sentir que o fim esta próximo
Ouvir sua respiração como se fosse o ultimo suspiro
E não fosse mecanizado, nem racionalizado
Eu te amei hoje como se fosse o meu fim
E sempre quero que seja mais assim
30/09/2005
Encurvando-se na malícia
Desafiamos a delícia, o aconchego predominou
Dominei de leve o teu instinto
Encabulei o teu olhar, sua pele clara avermelhando-se
Nos caracóis caracus café no bar e gargalhada
O sexo-sangue nos quadros
Interpretando o objeto mulher
Sentimentalizando o pop
Na sentinela do seu sorriso
Eu nunca me entreguei para alguém desse jeito
Por mais sutil que possa parecer
Não quero sentir vc triste
Não porque eu não goste da tristeza, mas porque é vc
Porque suas mão são almofadinhas
Que descanso meus defeitos, minhas conjurações, sofrimentos
E porque são suas mãos
Eu nunca sofri tão bem assim
Não me leve a mal
Não quero ser materialista/egoísta
Sentir que o fim esta próximo
Ouvir sua respiração como se fosse o ultimo suspiro
E não fosse mecanizado, nem racionalizado
Eu te amei hoje como se fosse o meu fim
E sempre quero que seja mais assim
30/09/2005
1 comentario:
PSIU...
Seriamos dois piões a rodar sem corda
nos girasóis da grande Rússia
em espacionaves guaranis
a troco de nada ?
Nada tenho em mãos , talvez um punhado de Euros sem valor
ou um pouco de imaginação em teus braços
Tão ternos, que me sinto sem palavras e versos
Seria desenecessário pensar em algo pra lhe dizer
por que, em peito,agora canto ciradinhas e as andorinhas voltam
Em meu sono
Em teu colo
Tão incertos que a incerteza me alegra
Gostariamos de um mistério a luz de velas
Mascaras de aluminio e gesso
caem dos dedos
morrem sem medo
Seriamos dois gatos em noite branca
observando as estrelas caindo da parede do quarto
planejando esconde-esconde pra sonhar ?
Meu abrigo
Meu doce pedaço de tempo sem começo meio e fim
Poema espaço de campos
Os segundos e metros nada importam
Sejamos lirios e lições de casa
Marquemos os meses ou vezes ?
Será ?
Deus! Quanto tempo dura o bater de um coração jovem ?
Satã! Quanto custa minh´alma mergulhada no Éter xamã ?
Amiga, me diz o que queremos em nós
Se querer é o verbo...
se amar , ansear , nadar em prantos,laços e caixos
é o tempo ou big-bang berço
Talvez não queremos nada no outro
pois já temos junto fusão e canção
eterna ou materna ?
Quero-me pra você
Quero-te sem lhe ter
você foi ler, voltei a secar
as lastimas escorrendo minh´alma
Existir é tão simples como um pato azul
Num lago verde
As faixas preta e branca em zebras
não são celas nem delas
Assim como seu beijo não foi celo
Porém marca
As cores do animal fazem dele ser
e simplesmente ser posto indefeso na infinitude
do mundo
Ponho-me inconfuso em sentimentos por você
Tua pele em mim
Alquimia em dia frio, tú brincas, cansada, de mimica
Quimica em mês-primavera, brincamos de viver...
Brinco de estar com quem sempre quis rodar
Moça, roda-te comigo
E não me deixas cair como seixo no rio
como sangue no peito e queixo mascavo estupro
açucar, cheiro de comido de domingo
e pão quentinho de manhã, sem politicas públicas...
Esqueça as intrigas rústicas
Poe em mim um cravo, centavo , centauro
Joga-me o estilhaço do seu bem
em meu vaso quebrado granada andaluz
Seja quem virá a ser sem pressa
Conta, se quiser, quem foi
O que quer sejando o sempre
posto em mar-luz , sem querer
queira-me quando querer
queimando soy
II
Um dia desses a encontrei
Em calçadas
ao lado ruas asfaltadas
Em torno pessoas agora engraçadas
Nesse instante frases musicadas
Repetidas
Naquele pedaço do tempo em que te vi
numa noite clara
o prazer se embreaga
de você
Naquele momento uma estrela se apaga
para mil delas explodir de novo
Parem Jupiter ouçam Vênus ! Além do mais...
No bar por acordes senti como num lar
Por baixo dos cristais dos caragueijos
MErgulhando no Aquário Atlântico, sorrindo
Correndo com peixes vulcanicos
Mordendo teu lábio tântrico
Sânscrito poderiamos falar
Enquanto abraçavamos amigos mendigos de rua
Pessoas nuas quase destruidas pela trágica
Enfilerados por mágica abraçavamos
Entendemo-nos, quebravam lâmpadas
Latim riamos sem pasquim
Latiamos enquanto um mordia o outro
nas esquinas
como cães procurando
a estrada
Procurei a entrada pra lhe ver
Ganhei permissão ?
O espetáculo talvez seja aberto ao público, não
mas este precisa mais do que ver
ouvir a mercê ou merecer
Precisa querer morrer nascer
nascer morrer e voltar vontade nascer de novo
e mastigar verbos, planetas e também ervilhas
como quem morde a lingua e delicia
como quem tira as tripas sem mentira
Sem nausea...
Saci, saiei o jantar
com cena ou sem cena
encena-me
poemo-te
Curupira, sou caipira
em cidade-grande
dos olhos
de Bilbao
Yara, sou peixe
fora d´água
nadando adentro a boca
dessa mágica e sátira
Tupã, a luz do meu querer-viver
nesse ser
reflete a sua
quando me deixou
nascer e não ser cego
Em rios e PAntanal
Voando em aguás
A Encontrei, claro não nego
Reecontrei
A medida que sou mais tolo
mais quero o erro
mais apelo aos dedos
Tijolo feriu cabeça josé
josé nunca mais foi mesmo, Galo Gullar*
Foi tanto ,Nietzsche, não santo nem manto nem tifo
foi-se,por ti entrou na cabana dum indio infiou-se na garganta de Iracema
e fez-lhe um poema deslúcido cheios de "Ls"
na oca toda todos dormiam e não parou nenhum pra ouvi, e daí ?
Olhando pela fresta da aresta a festa da nação Terena
Tema: seria fácil e feliz dizer Michele
Levita,leve e também leve, leve-me
Leve-me...
Pra Longe, ao Monge
a sua
ao meu
cintura
joelho
Cowboys comboios de risos !
Por que estar ao lado seu é rir por dentro
do ventre ao vento...
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