domingo, 2 de octubre de 2005

"Arte Pop de Madruga (01:54h)"

O primeiro foi exalando desejo, sinuoso nos lábios.
Encurvando-se na malícia
Desafiamos a delícia, o aconchego predominou
Dominei de leve o teu instinto
Encabulei o teu olhar, sua pele clara avermelhando-se
Nos caracóis caracus café no bar e gargalhada
O sexo-sangue nos quadros
Interpretando o objeto mulher
Sentimentalizando o pop
Na sentinela do seu sorriso
Eu nunca me entreguei para alguém desse jeito
Por mais sutil que possa parecer
Não quero sentir vc triste
Não porque eu não goste da tristeza, mas porque é vc
Porque suas mão são almofadinhas
Que descanso meus defeitos, minhas conjurações, sofrimentos
E porque são suas mãos
Eu nunca sofri tão bem assim
Não me leve a mal
Não quero ser materialista/egoísta
Sentir que o fim esta próximo
Ouvir sua respiração como se fosse o ultimo suspiro
E não fosse mecanizado, nem racionalizado
Eu te amei hoje como se fosse o meu fim
E sempre quero que seja mais assim
30/09/2005

1 comentario:

André Vareiro dijo...

PSIU...


Seriamos dois piões a rodar sem corda

nos girasóis da grande Rússia

em espacionaves guaranis

a troco de nada ?

Nada tenho em mãos , talvez um punhado de Euros sem valor

ou um pouco de imaginação em teus braços


Tão ternos, que me sinto sem palavras e versos

Seria desenecessário pensar em algo pra lhe dizer

por que, em peito,agora canto ciradinhas e as andorinhas voltam

Em meu sono

Em teu colo


Tão incertos que a incerteza me alegra

Gostariamos de um mistério a luz de velas

Mascaras de aluminio e gesso

caem dos dedos

morrem sem medo


Seriamos dois gatos em noite branca

observando as estrelas caindo da parede do quarto

planejando esconde-esconde pra sonhar ?

Meu abrigo

Meu doce pedaço de tempo sem começo meio e fim

Poema espaço de campos


Os segundos e metros nada importam

Sejamos lirios e lições de casa

Marquemos os meses ou vezes ?

Será ?


Deus! Quanto tempo dura o bater de um coração jovem ?

Satã! Quanto custa minh´alma mergulhada no Éter xamã ?


Amiga, me diz o que queremos em nós

Se querer é o verbo...

se amar , ansear , nadar em prantos,laços e caixos

é o tempo ou big-bang berço


Talvez não queremos nada no outro

pois já temos junto fusão e canção

eterna ou materna ?


Quero-me pra você

Quero-te sem lhe ter

você foi ler, voltei a secar

as lastimas escorrendo minh´alma


Existir é tão simples como um pato azul

Num lago verde

As faixas preta e branca em zebras

não são celas nem delas

Assim como seu beijo não foi celo

Porém marca

As cores do animal fazem dele ser

e simplesmente ser posto indefeso na infinitude

do mundo

Ponho-me inconfuso em sentimentos por você


Tua pele em mim

Alquimia em dia frio, tú brincas, cansada, de mimica

Quimica em mês-primavera, brincamos de viver...


Brinco de estar com quem sempre quis rodar

Moça, roda-te comigo

E não me deixas cair como seixo no rio

como sangue no peito e queixo mascavo estupro

açucar, cheiro de comido de domingo

e pão quentinho de manhã, sem politicas públicas...


Esqueça as intrigas rústicas

Poe em mim um cravo, centavo , centauro

Joga-me o estilhaço do seu bem

em meu vaso quebrado granada andaluz


Seja quem virá a ser sem pressa

Conta, se quiser, quem foi

O que quer sejando o sempre

posto em mar-luz , sem querer

queira-me quando querer

queimando soy


II


Um dia desses a encontrei

Em calçadas

ao lado ruas asfaltadas

Em torno pessoas agora engraçadas

Nesse instante frases musicadas

Repetidas


Naquele pedaço do tempo em que te vi

numa noite clara

o prazer se embreaga

de você

Naquele momento uma estrela se apaga

para mil delas explodir de novo

Parem Jupiter ouçam Vênus ! Além do mais...


No bar por acordes senti como num lar

Por baixo dos cristais dos caragueijos

MErgulhando no Aquário Atlântico, sorrindo

Correndo com peixes vulcanicos

Mordendo teu lábio tântrico


Sânscrito poderiamos falar

Enquanto abraçavamos amigos mendigos de rua

Pessoas nuas quase destruidas pela trágica

Enfilerados por mágica abraçavamos

Entendemo-nos, quebravam lâmpadas


Latim riamos sem pasquim

Latiamos enquanto um mordia o outro

nas esquinas

como cães procurando

a estrada


Procurei a entrada pra lhe ver

Ganhei permissão ?

O espetáculo talvez seja aberto ao público, não

mas este precisa mais do que ver

ouvir a mercê ou merecer


Precisa querer morrer nascer

nascer morrer e voltar vontade nascer de novo

e mastigar verbos, planetas e também ervilhas

como quem morde a lingua e delicia

como quem tira as tripas sem mentira


Sem nausea...



Saci, saiei o jantar

com cena ou sem cena

encena-me

poemo-te


Curupira, sou caipira

em cidade-grande

dos olhos

de Bilbao


Yara, sou peixe

fora d´água

nadando adentro a boca

dessa mágica e sátira


Tupã, a luz do meu querer-viver

nesse ser

reflete a sua

quando me deixou

nascer e não ser cego


Em rios e PAntanal

Voando em aguás

A Encontrei, claro não nego

Reecontrei


A medida que sou mais tolo

mais quero o erro

mais apelo aos dedos


Tijolo feriu cabeça josé

josé nunca mais foi mesmo, Galo Gullar*


Foi tanto ,Nietzsche, não santo nem manto nem tifo

foi-se,por ti entrou na cabana dum indio infiou-se na garganta de Iracema

e fez-lhe um poema deslúcido cheios de "Ls"

na oca toda todos dormiam e não parou nenhum pra ouvi, e daí ?


Olhando pela fresta da aresta a festa da nação Terena

Tema: seria fácil e feliz dizer Michele

Levita,leve e também leve, leve-me

Leve-me...


Pra Longe, ao Monge

a sua

ao meu

cintura

joelho

Cowboys comboios de risos !



Por que estar ao lado seu é rir por dentro

do ventre ao vento...