
Tenho a impressão de sentir um décimo do que realmente seria o sentido, anestesia. O tempo perdeu suas qualidade e defeitos, um pedaço de carne imergido no formol, sinto necessidade de algo me coagir e varar próximo da sinestesia. Meus reflexos fisiológicos e instintivos funcionam por um impulso, pareço o sono REM, tudo seria lembrança do que seria a vida? Não percebo o meu redor, faço e falo coisas que seriam sem educação, deixo fluir, pergunto se alguém gosta de cerveja nem todos que bebem gostam, queria sentir alguém que realmente goste de algo, o id fique instigado, não seja fluoxetina e as comparsas da serotonina.
Bater a mão no corrimão da escada, mas não chega a doer, escuto o barulho, som apenas do que foi batido. Sinto nada, nada sinto, quero a prova de que a lembrança de alguém que pareço viver seja alma, que ao menos seja provável, que essa fantasia exista. Às vezes parece que durmo dentro de mim e esqueço de tudo, quando volto do transe esqueço até se havia pensado em algo.
Um corpo no vidro, a carne branca que parece folha, o tendão-músculo que é fibra e uma tesoura rasga facilmente.
Sinto um pouco de droga em meus olhos (sinto algo), uma loucura lúcida excessivamente imaginada e vazia, como náuseas, ânsia, mas nada emerge.
22/09/05
Bater a mão no corrimão da escada, mas não chega a doer, escuto o barulho, som apenas do que foi batido. Sinto nada, nada sinto, quero a prova de que a lembrança de alguém que pareço viver seja alma, que ao menos seja provável, que essa fantasia exista. Às vezes parece que durmo dentro de mim e esqueço de tudo, quando volto do transe esqueço até se havia pensado em algo.
Um corpo no vidro, a carne branca que parece folha, o tendão-músculo que é fibra e uma tesoura rasga facilmente.
Sinto um pouco de droga em meus olhos (sinto algo), uma loucura lúcida excessivamente imaginada e vazia, como náuseas, ânsia, mas nada emerge.
22/09/05
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