viernes, 20 de enero de 2006

Noites sem vodka


Dias assim que o oxigênio entontece
Não é preciso nada alcoólico, o balanço da cabeça já embriaga
O telefone que não toca
As guitarras distorcendo-se
O baixo dando os passos
... ... ... ... .. ... ... ... ... ...
Eu te adoro gata; Depois eu te ligo princesa.
Mor eu tou com sono.
O que é um nome?
Símbolos tão iguais.
Signos pragmáticos.
Eu não sou um andróide.
Eu não sou um andróide?
Eu sou paranóico.
Eu sou paranóico?
Eu espero.....
Eu espero? A carência passa.
Tudo bem Tudo bem
Eu tento Eu tento
Mais uma vez Mais uma vez
Fazer as palavras parecerem musica
Não se sintonizar no mundo de pegar
Quero ter um filho
Tenho que trabalhar
Tenho que o sustentar
Eu que já amo esse filho que ainda vou ter
Tenho que esquecer desse mundo que vejo
É tudo ilusão.... sentimentos não se pega
O começo de uma paixão é a melhor parte do sentir
E quando saio pra balada beijo, beijo, beijo...apronto
Mas na cama não tem o cheiro de ninguém
Que falta faz um cheiro
Cabelos exalando perfume
Beijos estalados
Suspiro e dedos.
Essa vida já foi vivida
E continuo a levá-la.
Quando que vou fazer falta para o mundo
não existe

martes, 10 de enero de 2006

Romance de verão

Discou a seqüência de números que a mais de um ano não se encorajara a levar adiante, pensou algumas vezes, mas talvez o que lhe impulsionava era a chamada telepática daquele que pensara varias vezes nela durante os três últimos meses, naquele mesmo dia ele tinha lembrado o quanto era bom ouvir o riso, suas risadas, lembrava da pessoa que era guardada dentro de tantas piadas que contava, auto-estima que transparecia, a cara de pau que as vezes conseguia ser, do gosto musical que não era compatível com o seu, via Shakira ou Alanis na tv e a memória era certa, os estilos que se fundiam nela. Fazia mais de um ano que não se falavam, ele já pusera a idéia de que dali a 18 dias no aniversario dela tinha uma desculpa para fazer uma ligação. Fora ela que se afastara, desde o melhor dia que o rapaz já sentira. Relembravam: tinham bebido algumas cervejas, a pequena não estava acostumada a beber tanto quanto ele, mas não baixava a guarda, o desafiava a comprar mais algumas garrafas, trouxera, tinha deitado no sofá seus olhos estavam cerrados, mas quando sentiu a sua presença, levantara de um pulo com seus belos lábios e sorriso. O rapaz estava alegre com a situação por um bom tempo ficara tenso na presença da pequena, mais velha, esperta, vivida, malandra, tinham sonhos parecidos, mas ele não ousara falar sobre os seus que sempre teve. Foi buscar o abridor e tropeçou em um dos copos quebrando-o. Tudo bem o lixo ta ali. – aponta. Depois de ajuntar os cacos, sentou-se no chão, acendeu seu cigarro servindo mais um copo aos dois, conversaram sobre tudo a pensar, o nada,o que era a vida, planos, tinha algo quando falava que criava suas palavras importantes para quem as ouvia, talvez isso a despertou e ela levantou-se do sofá e veio deitar-se em suas pernas, ela dizia que estava tonta, tinha bebido um pouco a mais; Ria, as vezes levantava no impulso e falava algo sentada e voltava a deitar com ele brincando com seus cachos. Foi quando ele pensou em beijá-la, será que ela queria, não não vou. Ela se sentou mais uma vez rindo falando algo que também o fez sorrir e tocou seus lábios, ela aceitou seu beijo. Em um momento ele levou um susto na circunstancia que se encontrara, parecia que tinha acordado num sonho, sorria quando a beijara. Passara uma noite que marcou sua vida.
E agora ela deixou um recado deixando seu telefone. Será que tinha terminado seu ciclo de aprendizagem, ele se transparecera demais a ela, e quando isso acontecia algumas pessoas tinham medo, e ela sempre se sentia por cima das situações, parece que ali ele a assustara com sua franqueza, seu bom humor que as vezes se intimidava, ela dizia que não tinha passado por certas coisas que aconteceu naquela noite, talvez tinha que pensar sobre a situação, o que ocorrera, uma aprendizagem. Ele lera “O livro dos Prazeres” de Clarisse em sua homenagem, talvez era aquilo que começara a pensar, passar. Tinha o número anotado na sua carteira e ficava imaginando o porquê daquela ligação, será que ela viajará para o exterior, será que é algo a negócios, será que voltaremos a nos falar como antes, sorria sorria, borbulhava em sorrisos, criava novas cores, voltava a ter um pouco de fé, comentara no dia anterior com um amigo que não encontrava mais nada que o motivasse, agradasse nos amigos, nas esquinas, nas pessoas, tinha uma certa raiva do mundo, contato apenas com seus livros e musicas que era a mesma sensação, principalmente os blues ácidos, como maldição e milagre. Voltara a sorrir sem motivo aparente, cantava “dançando na chuva”, fumaria o “cigarro da coragem” para retornar a ligação.