sábado, 29 de octubre de 2005






You say goodbye...I say hello

Hello??
Alo ??
Hallo??
Pronto??
Alguém escuta??

Trecho

Um amigo me disse, certa vez, que
o maior erro que podemos cometer...
é acharmos que estamos vivos...
quando, na verdade, estamos dormindo
na sala de espera da vida.

Macro, micro??


Monólogo de uma personagem feminina filme: waking life



Há seis bilhões de pessoas no mundo, é verdade. No entanto, suas ações fazem diferença.
Fazem diferença em termos materiais e fazem diferença para outras pessoas. Servem de exemplo.
A mensagem é: não devemos jamais nos eximir...
e nos vermos como vítimas de várias forças. Quem nós somos é sempre uma decisão nossa.
A criação vem da imperfeição. Parece ter vindo de um anseio e de uma frustração.
É daí, eu acho, que veio a linguagem.
Quero dizer, veio do nosso desejo de transcender o nosso isolamento...
e de estabelecer ligações uns com os outros.
Devia ser fácil quando era só uma questão de mera sobrevivência.
"Água" . Criamos um som para isso. "Tigre atrás de você!" Criamos um som para isso.
Mas fica realmente interessante, eu acho...
quando usamos esse mesmo sistema de símbolos...
para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos.
O que é "frustração"? Ou o que é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" ...
o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa...
viaja através de um canal labiríntico em seu cérebro...
através das memórias de amor, ou de falta de amor.
O outro diz que compreende, mas como sei disso? As palavras são inertes. São apenas símbolos.
Estão mortas. Sabe?

1,2,3...? 0,1 0,01 0,001 0,0001 0,00001 0,000001

Inútil?Útil? O primeiro ensinamento filosófico é perguntar: O que é o útil?Para que e para quem algo é útil?O que é o inútil?Por que e para quem algo é inútil? O senso comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestigio, poder, fama e riqueza. Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidade e a famosa expressão “levar vantagem em tudo”. Platão definia a Filosofia como um saber verdadeiro que deve ser usado em beneficio dos seres humanos. Descartes dizia que a Filosofia é o estudo da sabedoria, conhecimento perfeito de todas as coisas que os humanos podem alcançar para o uso da vida, a conservação da saúde e a invenção das técnicas e das artes. Kant afirmou que a Filosofia é o conhecimento que a razão adquire de si mesma para saber o que pode conhecer e o que pode fazer, tendo como finalidade a felicidade humana. Marx declarou que a filosofia havia passado muito tempo apenas contemplando o mundo e que se tratava, agora, de conhecê-lo para transformá-lo, transformação que traria justiça, abundância e felicidade para todos. Merleau-Ponty escreveu que a Filosofia é um caminho árduo e difícil, mas pode ser percorrido por todos, se desejarem a liberdade e a felicidade. Qual seria, então, a utilidade da Filosofia?

Inuteis

O som é baixo
A serpente brinca
Ela ouve
Sente frio seus olhos
O lado é ruim
Meu lado é ruim
Toda a bobagem de servir
Ser autodidata
Depender de quem ama?
Ama seu ser q objeto valor dentro do quarto
Seus irmãos escondem-se em baixo da cama
Olha adentro da porta
- Eu te odeio.... eu queria te matar..... eu quero q vc me mate
Lembra quando assistíamos akeles filmes de serial killer
Venha baby, aki estou a sua espera.
Naum me venha falar de filme, de musica, de livros... como se tudo fizesse diferença
Como a crença fosse essa, o instinto de viver
Ideais??
Quando mastiga series inata de palavrões q inventou.
Eu sangro em sua boca. No sorriso vermelho de ritmos, convulsões, satanismo.
Lê algo q naum foi escrito para vc.
Naum quero compartilhar meu desalento, em toda alegria se vê mentira, em quase todo balbuciar, frases mal feitas....
Afinal a necessidade..... Necessidade de brincar ...
De ser desleal, unânime, voluntário
Atrás dos olhos guardando a mentira
Atrás da mentira q guarda as sinapses
Atrás das sinapses que guardam as verdades
Atrás das verdades que se encontra o ego
Atrás do ego que se mexe no orgulho
Atrás do orgulho q se encadeia o troféu
No peito, mente, cenas.

sábado, 22 de octubre de 2005

Terra do Nunca

Fudelância – cidade enfadada de sementes de páprica, vozes de gnomos, gigantes verdes, seq6elas de beijos, palavrões, expressões espontâneas, construções momentaneas, apenas memórias ROMs e sequóias, percevejos vermelhos, joaninhas listradas, macacos aquáticos, cigarros comestíveis, estalos nos ouvidos, lampejos de serenatas, busca da luzcificação

Risadas à vontade - é o preço da alienação
Boêmia com pouco slepeen
Bandidos, sugadores da brisa
Acaso da beleza
Beleza pragmática
Certeza do correto

sábado, 15 de octubre de 2005

23:04h

Sabe, parece que nestes dias que a boca fica amarga, já queimada do café quente e de tanto cigarro os dias e noites parecem não terem fim, e esquece-se de sentir, “apenas vive” na espera de algo inesperado (redundância, e daí?), só que nestes momentos tudo parece normal, conformidade talvez seja a palavra certa... na certa de que tudo não passa de carne, matéria na qual as cópias são múltiplas, na busca da posse dos muitos; sabe se eu não me achasse o umbigo do mundo talvez não diria isso, reclamo da vida, do mundo, como se ele dependesse de mim. ( Id e superego em conflito – mato o ego, que é o todo). Eu sou a vitima atropelada que só o que vê é a beleza do cinza da calçada. Eu sou o pâncreas que parou de produzir enzimas e quer deteriorar todo o organismo. Eu sou o cancro na garganta, impossibilitando a fala, a respiração, o paladar, o canto. Depois de anos recebendo nicotina e suas comparsas, queimando os cílios na traquéia, deletando tantas hemoglobinas, porque já não bastava o enfisema, o cansaço, e a monodepressão.... Até os tiques nervosos somem, a ausência de humildade, vontade de mandar tudo a merda.... São os vôos baixos, rasos. Mas o que seria da existência se não fosse a morte, a maior prova de vida, que pressiona a vontade de sentir, tentar e não só viver. É nesses dias que é necessário um tapa na cara (olha o superego!), forçando a acordar da anestesia. É bem provável numa postura de uma toupeira imergir na cachaça, nas brejas, e toda forma de alegria plástica. Não quero começar outro parágrafo, provavelmente receberia uma bela canetada vermelha do homem das regras. Isso é romance? Que bela hipocrisia. Tantas vezes ouço amorais tão cheios de ideais, querendo defender seu desprezo pelo dinheiro, fazer de conta que é alguém bonito, elegante, bonzinho na melhor das hipóteses. Daí amanhã eu volto a acreditar na falta de impossibilidade, o universo expandindo-se, nos tantos infinitos números que podem existir entre o 1 e o 2, na realidade que eu não possa ver. No querer fazer um final feliz antes dos créditos.

miércoles, 12 de octubre de 2005

Fisolofias de bêbuzz

Escuto Cake lembrando de conversas passadas em botecos: gente rindo, fazendo charme, provando a sua existência, passando o tempo, só bebendo... Declarações, choros, declamações, vômitos, verdades absolutas, recitações, profetizações, cantos...


- Para realizar os sonhos basta acordar.
- Os fins justificam os meios. (Maquiavel)
- O corpo de Cristo é o pão, o sangue é o vinho, dispensa o pão e manda o sangue!
- ...estímulo ao pecado são seus olhos quando cruzam meus pensamentos já inseguros com sua presença.
- Vida longa à Osama.
- A vitória de um homem às vezes se esconde num gesto forte que só ele pode ver.
- Os ventos podem conter uma explicação científica. Não importa a companhia, a loucura pode ser apenas um sopro no ouvido.
- Talvez...
- Vida longa a Bob.
- Us fracu num tem veiz.... Nu guenta bébe leite!
- O sol brilha para todos, alguns preferem dormir um pouco mais.
- Vida de solteiro é foda!
- Polícia filha da puta também é vítima por isso não é bom cuspir pra cima...
- Se não lembra é melhor esquecer!
- Vamo chapá?
- ...travestia sem senso...impulso sem ponto, sem ponto...
- Nada se torna impossível se você desejar muito! (Peter Pan)
- Eu bebo por não ser egoísta, penso nas famílias dos colhedores de cevada.
- A vida é importante demais pra ser levada a sério.(Oscar Wilde)
- Jesus Te ama! Hare Krishina! Saravá! Viva os VAGALUMES GIGANTES!!
- Quanto mais se entende a vida menos se teme a morte.
- Vive teatralizando não só para os outros, mas para si próprio, dissimulando-se, batendo asas em torno de sua chama que é a vaidade (Nietzsche)
- Faça o que tu queres, pois é tudo da lei (Aleister Crowley)
- Dois amigos, vinho, cigarros nada mais

Leo, Ivan, Nego e Bilbao (Bar do Paulão)20.08.04 e 14.08.04

- Poderia sob as mãos dos dedos desencontrados, haver cor e tintas?
- Não dizer o que eu penso, já é pensar em dizer...
- Se a vida fosse azul, seria eu rosa, canto porque vivo, beijo porque sinto, morro porque é infinito
- Por baixo das unhas dos dedos das mãos a sujeira; sou sujo, seco, um saco e os sacarmos em padres paraplégicos, desencontrados com medo de não usar ou esquecer de roer as cutículas. Quero roer as unhas dos pés! Se um de me amputassem! Ah se um de mordessem com caninos afiados! De segunda à sexta pago os pecados e sento em percevejos afiados... Sem querer antes de esquecer toda essa parafernália medíocre que são os dedos e falanges nocivas e inúteis e francesas
- Sou tão inútil que nem pensamentos consigo traduzir em palavras. O pessimismo me prende .... já não tenho mais nada para dizer. Por quê?
- O pessimismo que se esconde embaixo das unhas, pelas cutículas talvez seja a essência do que possa ser a beleza-loucura, não pensa em ter, é ser, por mais tristeza que possa reviver e resistir, seja a maior expiração do poeta, alguém que sente (nem todos têm essa proeza).
- Cyber em volto as bestas e nós somos testas e cabeças duras. O que te resta, pouco... Guardar e esquecer
- Conviver no meio das bestas, se tornando um besta.... mas não por isso vamos deixar de acreditar naquilo que pouco sabemos... é, pensando bem, ficar perto da bestas nos faz abrir os olhos mais ainda para o mundo.
- Vivemos como corvos e salamandras, mas também somos carniça e ossos.
- Corvos e salamandras dependem de outros para sobreviverem, se somos ossos e carniça é porque lutamos por nossos ideais.
- É por nossos ideais que a questão perdura: Faço alguma diferença? O que fazer então?
- Isso tudo está virando um filme de David Lynch.... Surreal !!
- Cachorro quente, queijo e feijoada pra quem precisa!! (mudemos de assunto – A conta!! – quanto temos??) Escrever o que se pensa não tem preço
- E o tenente Bueno apareceu e pagou uma Skol.
Edukators Peró, Andrei e Bilbao (04/10/05).

sábado, 8 de octubre de 2005

Conúbio


O que é ter vida senão perdê-la
Amava a um Deus que não existia
Uma correnteza sem apego
Ciúmes de seres que esnobam
Porque quanto mais se ama ao ser que esnoba
Sentava no beira fio envolvido pela fumaça que queimava no cigarro. Pensava.
Um querer que não existia, apenas apreendia no seu querer
Quantos postes não via passar enquanto passava
A meia noite no campus onde estudava
E eu conto uma história como se você a tivesse vivido
Com medo do próprio ser, um bom inimigo
No segredo de escrever que é ser
Olhos mortos, vermelhos com alguns palavrões sangrando na boca
Quando se tem vergonha da virtude de amar
Da insegurança que é ser, de enrijece a coluna e sorrir
O tempo passava. Passava? 10:18 h
Via rostos naquele meio fio no piche que se moldava em Hitler, Mônica, Armstrong, Janis, Nico, Rimbaud; Teve a delicadeza de dizer o acontecia , o que ouve são risos, depois o silencio nos rostos assustados
O que se deve a paixão além da curiosidade, as cartas de confidencia, as composições, o humor que toda mulher tem que ter para seu rapaz
Fui amada pela curiosidade que desperto, pela insensatez de pensar
Fiquei deitada esperando a brisa passar
Rir, pois neste não existe questionamento às garotas de qualquer idade
Meu crescer numa cidade onde não cabe outro alguém no meu eu
Talvez uns átomos de Beto, Lui, Alexandre, Tatiana, Mônica, Alessandra
Mas nestas festas não vou viajar
Pra ver o que acontece, fazer de conta que é sonho
Na única certeza que é a tristeza, porto seguro
Final Feliz
Quando tudo parece que está indo bem, não está certo
Amanhã tem mais um raiar
Na vida que é feita de tantos pleonasmos
Gametas, Seios, Conubarções

23/04/05

domingo, 2 de octubre de 2005

Museum Fisiológico


Tenho a impressão de sentir um décimo do que realmente seria o sentido, anestesia. O tempo perdeu suas qualidade e defeitos, um pedaço de carne imergido no formol, sinto necessidade de algo me coagir e varar próximo da sinestesia. Meus reflexos fisiológicos e instintivos funcionam por um impulso, pareço o sono REM, tudo seria lembrança do que seria a vida? Não percebo o meu redor, faço e falo coisas que seriam sem educação, deixo fluir, pergunto se alguém gosta de cerveja nem todos que bebem gostam, queria sentir alguém que realmente goste de algo, o id fique instigado, não seja fluoxetina e as comparsas da serotonina.
Bater a mão no corrimão da escada, mas não chega a doer, escuto o barulho, som apenas do que foi batido. Sinto nada, nada sinto, quero a prova de que a lembrança de alguém que pareço viver seja alma, que ao menos seja provável, que essa fantasia exista. Às vezes parece que durmo dentro de mim e esqueço de tudo, quando volto do transe esqueço até se havia pensado em algo.
Um corpo no vidro, a carne branca que parece folha, o tendão-músculo que é fibra e uma tesoura rasga facilmente.
Sinto um pouco de droga em meus olhos (sinto algo), uma loucura lúcida excessivamente imaginada e vazia, como náuseas, ânsia, mas nada emerge.

22/09/05

"Arte Pop de Madruga (01:54h)"

O primeiro foi exalando desejo, sinuoso nos lábios.
Encurvando-se na malícia
Desafiamos a delícia, o aconchego predominou
Dominei de leve o teu instinto
Encabulei o teu olhar, sua pele clara avermelhando-se
Nos caracóis caracus café no bar e gargalhada
O sexo-sangue nos quadros
Interpretando o objeto mulher
Sentimentalizando o pop
Na sentinela do seu sorriso
Eu nunca me entreguei para alguém desse jeito
Por mais sutil que possa parecer
Não quero sentir vc triste
Não porque eu não goste da tristeza, mas porque é vc
Porque suas mão são almofadinhas
Que descanso meus defeitos, minhas conjurações, sofrimentos
E porque são suas mãos
Eu nunca sofri tão bem assim
Não me leve a mal
Não quero ser materialista/egoísta
Sentir que o fim esta próximo
Ouvir sua respiração como se fosse o ultimo suspiro
E não fosse mecanizado, nem racionalizado
Eu te amei hoje como se fosse o meu fim
E sempre quero que seja mais assim
30/09/2005

Bolacha

Os quatro afundados no sofá, ouvindo como se fosse pecado, bebendo como se fosse escondido. Tudo é escuro, qualquer palavra parece motivo de represálias. Psiuuuu! E a musica divina parece que vai começar, um pequeno ensaio para o teclado, ele quem anuncia o itinerário do nosso não-destino, parece um “lugar” aquele sofá, tomou forma de submarino e nós voltamos a amar com LSD para ouvidos, pena a viagem sempre ser tão curta. Só uma luzinha descortina o labirinto de risos e discussões que guardamos dentro de si. São os mesmos gritos, os mesmos sons, a mesma pequenez, a diferença é que não me vejo a única minúscula no meio da sala. Pra dizer a verdade quase babo de tamanho transe, e olho ao lado vejo algo parecido. Coisa de puberdade? Bem que parece. Adulteramos por um momento a idade. E no submarino vimos alguns acenos, gente amiga, gente rebelde, de longe apenas acenavam e sorriam. Vivo sentido cheiros, alguns de pessoas, a lembrança é tanta. Cheiro de cidades, manhãs, meninice, gente que se foi e não volta mais, gente que cresceu, ficou adulto demais, gente de momento, gente que eu amei. No submarino nós pudemos voltar um pouco no tempo, sentir denovo. E pude ver que gosto de me apaixonar pelos sonhos das pessoas, quanto mais abstrato melhor, seres sem pé nem cabeça, sem gênero, idéias sem forma definida, fantásticas, sem limite, mas não a ponto de golpe com palavras, as ações se resolvem melhor que as palavras, desde de pequena nunca fui muito de briga. Me envolto de esquizóides, maníacos, depressivos, maniacos-depressivos, gente que já foi internada, retardados, viciados, violeiros, garotos de programa, pessoas sensíveis, cheias de defeitos, gente normal que a gente vê pelas ruas.
Afinal a vida não é feita apenas de realidade.


Até que alguém começou a falar em voz alta:
O Lunático gira
O Lunático vira, desvira em seus céus, em seus monstros
Enfrenta os medos do mundo
“Me diga que você não pode ser quem você não é.”
Tudo é.