sábado, 8 de octubre de 2005

Conúbio


O que é ter vida senão perdê-la
Amava a um Deus que não existia
Uma correnteza sem apego
Ciúmes de seres que esnobam
Porque quanto mais se ama ao ser que esnoba
Sentava no beira fio envolvido pela fumaça que queimava no cigarro. Pensava.
Um querer que não existia, apenas apreendia no seu querer
Quantos postes não via passar enquanto passava
A meia noite no campus onde estudava
E eu conto uma história como se você a tivesse vivido
Com medo do próprio ser, um bom inimigo
No segredo de escrever que é ser
Olhos mortos, vermelhos com alguns palavrões sangrando na boca
Quando se tem vergonha da virtude de amar
Da insegurança que é ser, de enrijece a coluna e sorrir
O tempo passava. Passava? 10:18 h
Via rostos naquele meio fio no piche que se moldava em Hitler, Mônica, Armstrong, Janis, Nico, Rimbaud; Teve a delicadeza de dizer o acontecia , o que ouve são risos, depois o silencio nos rostos assustados
O que se deve a paixão além da curiosidade, as cartas de confidencia, as composições, o humor que toda mulher tem que ter para seu rapaz
Fui amada pela curiosidade que desperto, pela insensatez de pensar
Fiquei deitada esperando a brisa passar
Rir, pois neste não existe questionamento às garotas de qualquer idade
Meu crescer numa cidade onde não cabe outro alguém no meu eu
Talvez uns átomos de Beto, Lui, Alexandre, Tatiana, Mônica, Alessandra
Mas nestas festas não vou viajar
Pra ver o que acontece, fazer de conta que é sonho
Na única certeza que é a tristeza, porto seguro
Final Feliz
Quando tudo parece que está indo bem, não está certo
Amanhã tem mais um raiar
Na vida que é feita de tantos pleonasmos
Gametas, Seios, Conubarções

23/04/05

No hay comentarios.: